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Suguru Geto: o melhor amigo que virou vilão

Poucos personagens em Jujutsu Kaisen carregam tanto peso narrativo quanto Suguru Geto. Ele foi o melhor amigo de Satoru Gojo. Foi um dos quatro feiticeiros de grau especial de sua geração. E depois se tornou o usuário de maldições mais temido do Japão.

Porém, por trás do rosto reconhecível e da reputação destruída, havia um segredo que reconfigurou tudo: o Geto que aparecia na série principal não era mais Geto. Era outra coisa inteiramente.

O estudante que Gojo admirava

Suguru Geto entrou na Escola Técnica de Feitiçaria de Tóquio ao lado de Satoru Gojo e Shoko Ieiri. Os dois eram tratados como a dupla mais poderosa da geração. Gojo era o gênio natural — aquele para quem tudo parecia simples. Geto era o oposto: chegou ao mesmo nível pelo esforço, pela inteligência tática e pela disciplina.

Enquanto Gojo esquecia detalhes importantes de missões, Geto era quem lembrava, organizava e explicava. Essa dinâmica criou um equilíbrio raro entre os dois. Além disso, Geto genuinamente acreditava no propósito da feitiçaria — proteger os não-feiticeiros das maldições que eles nem podiam ver.

Porém, aquela crença foi sendo corroída missão por missão. Cada vez que um feiticeiro arriscava a vida para salvar pessoas que nem sabiam do perigo, Geto sentia o absurdo da situação com mais intensidade. Por fim, foi uma missão específica que o quebrou de vez.

A missão que destruiu Suguru Geto

Durante uma operação, Suguru Geto foi enviado para resgatar dois jovens feiticeiros mantidos em cativeiro por um vilarejo. As crianças eram exploradas para exorcizar maldições locais sem nenhuma remuneração, proteção ou reconhecimento.

Geto as resgatou. Porém, os moradores do vilarejo os cercaram e exigiram a devolução das crianças. Naquele momento, diante de dezenas de pessoas comuns dispostas a reescravizar duas garotas, ele fez a pergunta que selou seu destino: por que feiticeiros deviam proteger humanos que faziam isso uns com os outros?

Ele não encontrou resposta satisfatória. Portanto, tomou uma decisão que cruzou uma linha sem volta. Naquela noite, Geto massacrou mais de cem civis. Foi expulso da escola. Declarado usuário de maldições. E jamais voltou atrás.

A partir daí, Suguru Geto construiu uma organização paralela com uma missão clara: criar um mundo habitado apenas por feiticeiros, eliminando o que chamava, com desprezo explícito, de “macacos”.

A técnica que o tornava aterrorizante

A técnica inata de Suguru Geto era a Manipulação de Espíritos Amaldiçoados. Com ela, ele absorvia maldições derrotadas e as armazenava dentro do próprio corpo para invocar em combate posterior.

Ao longo dos anos, Geto acumulou mais de quatro mil espíritos amaldiçoados. Isso incluía criaturas de grau especial capturadas em missões ao redor do mundo. Portanto, seu arsenal era literalmente ilimitado em variedade — desde maldições fracas usadas como distração até monstros capazes de destruir cidades.

Além do volume, ele tinha inteligência tática refinada. Geto nunca lutava apenas no improviso. Cada operação era calculada com antecedência, com maldições específicas escaladas para adversários específicos. Por isso, mesmo sendo tecnicamente inferior a Gojo em nível puro de energia, era considerado um adversário de grau especial por qualquer feiticeiro da era.

Kenjaku: o inquilino de mil anos

Após os eventos de Jujutsu Kaisen 0, Suguru Geto foi derrotado por Yuta Okkotsu e morto pelo próprio Gojo. Porém, o corpo de Geto continuou aparecendo na série principal — e com um detalhe perturbador: uma cicatriz cirúrgica ao redor de toda a cabeça.

Esse detalhe revelou a verdade. O homem usando o rosto de Geto não era Geto. Era Kenjaku — uma entidade ancestral capaz de transplantar o próprio cérebro para corpos alheios e herdar as memórias e técnicas do hospedeiro.

Kenjaku existia há mais de mil anos. Ao longo desse tempo, habitou inúmeros corpos. No período Meiji, estava no corpo de Noritoshi Kamo e conduziu experimentos desumanos com humanos e maldições — o que lhe rendeu a reputação do feiticeiro mais maligno da história. Mais tarde, habitou o corpo de Kaori Itadori, mãe de Yuji, com o objetivo de manipular o nascimento do receptáculo de Sukuna.

Portanto, Kenjaku não era um vilão que surgiu do nada. Era um arquiteto de séculos — reposicionando peças de geração em geração, aguardando o momento certo para executar um plano que poucos conseguiam sequer compreender em sua totalidade.

O grande plano: o Jogo do Abate

O objetivo final de Kenjaku era a evolução da humanidade através da energia amaldiçoada. Ele queria criar um ser de poder incomparável — algo próximo ao que o Plasma Estelar Tengen se tornaria ao evoluir sem um receptáculo adequado.

Para isso, precisava eliminar Satoru Gojo, a única barreira capaz de interromper qualquer plano em escala global. Portanto, orquestrou o arco de Shibuya com precisão cirúrgica — usando Mahito, Jogo, Hanami e Dagon como peças sacrificáveis para selar Gojo na Prisão da Névoa.

Depois, lançou o Jogo do Abate: um evento que transformou o Japão inteiro em campo de batalha, forçando feiticeiros a lutarem entre si enquanto Kenjaku completava os preparativos para fundir os cidadãos do país numa entidade coletiva de energia amaldiçoada.

O plano foi brilhante, paciente e absolutamente frio. Afinal, alguém que existe por mil anos não pensa em semanas ou meses. Pensa em eras.

Fonte: Imagem/Reprodução

O fim de Kenjaku e o legado de Geto

Kenjaku foi derrotado por Yuta Okkotsu após uma batalha que envolveu também Fumihiko Takaba. Yuta utilizou uma Técnica Reversa para curar Geto e depois ativou uma Expansão de Domínio, eliminando Kenjaku definitivamente. O cérebro ancestral foi devorado por Rika, encerrando mais de mil anos de existência.

Porém, o legado de Suguru Geto permanece como algo mais complexo do que o de um simples vilão. O autor Gege Akutami revelou que o braço de Geto reagiu contra o próprio Kenjaku ao encontrar Gojo — sugerindo que a consciência original ainda resistia de alguma forma dentro do corpo ocupado.

Isso reposiciona Geto na narrativa. Ele não foi apenas um antagonista que caiu no caminho errado. Foi também uma vítima — de suas próprias escolhas, do sistema que o formou e, por fim, de uma entidade que roubou seu rosto para cometer crimes que ele jamais autorizou.

Nenhum outro personagem de Jujutsu Kaisen carrega essa ambiguidade com tanta força quanto Suguru Geto. E é exatamente isso que o torna inesquecível.

Qual foi o momento mais marcante de Geto ou Kenjaku na série para você? Deixe nos comentários e compartilhe com outros fãs de Jujutsu Kaisen.

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