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Steve: o valentão que virou o coração de Stranger Things

Os irmãos Duffer planejavam matar Steve Harrington na primeira temporada. Ele havia sido criado como o valentão típico das produções dos anos 1980 — popular, superficial, destinado a ser odiado e descartado. O que salvou Steve foi o que ninguém esperava: o ator Joe Keery era bom demais para desperdiçar, e o personagem demonstrou uma capacidade de crescimento que transformou completamente o rumo da série.

Essa decisão de mantê-lo vivo mudou Stranger Things de forma irreversível. Steve não apenas sobreviveu — tornou-se a âncora emocional de uma série repleta de personagens extraordinários.

O valentão que escolheu ser melhor

Na primeira temporada, Steve é apresentado como o namorado popular de Nancy Wheeler — arrogante, cercado de amigos que reforçam seus piores instintos e completamente alheio ao mundo sobrenatural que começa a se infiltrar em Hawkins. Ele insulta Jonathan Byers, destrói equipamentos e age exatamente como o roteiro exige de um antagonista menor.

O que diferencia Steve de outros personagens desse arquétipo é o momento em que ele percebe o que está fazendo — e muda. Ele dispensa os amigos tóxicos, pede desculpas a Jonathan e, munido de um taco de baseball com pregos, decide enfrentar um Demogorgon sem ter nenhum superpoder, nenhum treinamento e nenhuma obrigação de fazer isso. Ele simplesmente decide ser melhor.

O pai de babá que ninguém pediu

A segunda temporada transformou Steve em algo que a televisão raramente apresenta com honestidade: um jovem sem propósito claro que encontra sentido cuidando dos outros. Recém-saído do ensino médio, sem planos concretos para o futuro e ainda processando o término com Nancy, ele acaba responsável por um grupo de crianças caçando criaturas do Mundo Invertido.

A amizade com Dustin Henderson é o coração dessa fase. Os dois são improvável em todos os sentidos — idade, personalidade, histórico social — e funcionam exatamente por isso. Steve ensinava Dustin sobre cabelo e relacionamentos. Dustin devolvia a ele um senso de pertencimento que ele não sabia que precisava. A dinâmica rendeu ao personagem o apelido carinhoso de “babá Steve” e uma legião de fãs que nunca mais o deixaria ir.

Robin e a amizade que redefiniu o personagem

Em Stranger Things 3, Steve conhece Robin Buckley enquanto os dois trabalham juntos no Scoops Ahoy, sorveteria do Starcourt Mall. A série construiu com cuidado a possibilidade de um romance entre os dois — e então subverteu completamente essa expectativa quando Robin revelou sua orientação sexual para Steve em uma cena que se tornou uma das mais elogiadas da série.

A resposta de Steve foi simples e poderosa: ele aceitou sem hesitar, redirecionou seus sentimentos para uma amizade genuína e tornou-se um dos aliados mais consistentes de Robin ao longo das temporadas seguintes. Para um personagem que havia começado como valentão superficial, aquele momento revelou o quanto ele havia crescido.

Fonte: Imagem/Reprodução

O final que ele merecia

Ao longo de cinco temporadas, Steve Harrington foi atacado por Demogorgons, desmaiou incontáveis vezes, trabalhou em sorveteria, foi torturado por russos e quase caiu de uma torre de rádio no Mundo Invertido. Sobreviveu a tudo — e encerrou a série exatamente onde fazia sentido: como técnico de beisebol no colégio de Hawkins, próximo dos amigos, comprometido com a comunidade que sempre protegeu.

Joe Keery resumiu bem ao comentar o final: estava muito feliz com o desfecho, e tinha certeza de que os fãs também ficariam. Estava certo. Steve não precisava salvar o mundo. Precisava apenas continuar sendo a melhor versão de si mesmo — e foi exatamente isso que fez. Você considera Steve o melhor personagem de Stranger Things? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe com outros fãs da série.

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