A Sony está encerrando uma era. Após seis anos levando seus exclusivos single-player ao PC, a empresa decidiu reverter a estratégia e retornar à exclusividade do PlayStation. A informação foi publicada pelo jornalista Jason Schreier na Bloomberg em 4 de março, com base em fontes internas que pediram anonimato.
A mudança é direta: jogos como Marvel’s Wolverine, Ghost of Yotei e Saros permanecerão restritos ao PS5. Sem versão para Steam. Sem janela de port. Sem data futura.
O que muda e o que permanece
A decisão não é total. Títulos multiplayer e live-service continuam chegando ao PC — Marathon, da Bungie, e Marvel Tokon: Fighting Souls foram confirmados para lançamento simultâneo em múltiplas plataformas. A lógica é simples: jogos online dependem da maior base de jogadores possível para sobreviver.
O corte se aplica exclusivamente aos jogos de campanha solo. Essa categoria sempre foi o maior trunfo do PlayStation — e agora voltará a funcionar como diferencial exclusivo do console.
Schreier foi específico sobre o Marvel’s Wolverine: “Estamos vendo Wolverine chegar em setembro, anunciado para 15 de setembro. Não vai estar no PC. Vai ser exclusivo do PlayStation 5.” Em seguida, acrescentou que não ficaria surpreso se o jogo jamais chegasse a outras plataformas.
Por que a Sony mudou de ideia
A estratégia de ports para PC começou em 2020 com Horizon Zero Dawn e acelerou nos anos seguintes, levando God of War, Spider-Man, The Last of Us e Ghost of Tsushima ao Steam. O resultado financeiro existiu: a Sony registrou US$ 2,37 bilhões em receita de jogos no PC e Xbox em seu último relatório. Mas a maior parte desse número vem de Helldivers 2 — um jogo multiplayer, não single-player.
Internamente, uma facção dentro da PlayStation passou a argumentar que lançar seus exclusivos no PC prejudicava a marca e corroía as vendas de console. A percepção era de que jogadores de PC simplesmente esperavam o port em vez de comprar um PS5 — especialmente com a Valve 30% de cada venda no Steam.
Com o PS6 em desenvolvimento e um novo ciclo de hardware se aproximando, a Sony quer que seus jogos mais ambiciosos justifiquem a compra do console. É a mesma filosofia da Nintendo com Zelda e Mario — e ela funciona há décadas.

O que os jogadores de PC perdem
A lista é pesada. Ghost of Yotei, sucessor espiritual de Ghost of Tsushima — que chegou ao Steam em 2024 com enorme sucesso — não terá a mesma sorte. Saros, novo projeto da Housemarque, estreia em 30 de abril exclusivamente no PS5. E Marvel’s Wolverine, da Insomniac Games, um dos títulos mais aguardados de 2026, não terá versão para computadores.
O Digital Foundry também sinalizou a mesma tendência antes de Schreier publicar o relatório. John Linneman afirmou em podcast que “sob a liderança atual, o PC se tornou menos importante” para a Sony — indicando que a mudança não é reação a um único dado, mas uma decisão estratégica consolidada.
Exceções pontuais devem existir. Death Stranding 2 deve chegar ao PC ainda em 2026, mas isso se deve ao fato de ser uma produção do estúdio independente de Hideo Kojima, não da PlayStation Studios. Kena: Scars of Kosmora, da Ember Lab, também deve seguir para o PC.
Schreier ressaltou que os planos podem mudar — a indústria raramente é definitiva em suas decisões. Mas por ora, quem quiser jogar Wolverine precisará de um PS5.
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