Sansa Stark começou Game of Thrones como uma adolescente ingênua obcecada com princesas e cavaleiros — e encerrou a série como Rainha do Norte. Esse arco de transformação é um dos mais completos e satisfatórios de toda a produção da HBO. Porém, por trás da personagem existe uma atriz que também cresceu diante das câmeras, enfrentou desafios pessoais profundos e construiu uma das carreiras mais sólidas surgidas da série. A seguir, sete curiosidades sobre Sansa Stark que revelam o que ficou escondido fora da tela.
1. Sophie Turner adotou a loba que interpretou Lady na série
Uma das histórias mais tocantes dos bastidores de Game of Thrones envolve o destino da loba gigante de Sansa Stark. A cadela da raça Husky do Norte que interpretou Lady na primeira temporada se chamava Zunni. Quando o personagem foi executado na série — em uma das cenas mais perturbadoras dos primeiros episódios —, o animal ficou sem papel na produção.
Sophie Turner, que havia desenvolvido um vínculo real com o animal durante as gravações, decidiu adotá-la. A família da atriz acolheu Zunni, que viveu por anos como animal de estimação doméstico após o fim de sua participação na série. É um gesto que poucos fãs conhecem, mas que diz muito sobre o tipo de conexão que se formou nos bastidores — entre atores jovens, animais e um projeto que durou quase uma década inteira.
2. O cabelo ruivo de Sansa exigia retoques semanais intensos
Nos livros de George R. R. Martin, Sansa Stark possui cabelos ruivos espessos — uma herança dos Tully, família de sua mãe Catelyn. Sophie Turner, porém, é naturalmente loira. Para manter a aparência do personagem, a atriz precisava pintar os cabelos com uma mistura de até quatro tons de ruivo diferentes a cada dez dias ao longo de toda a produção.
O processo era demorado e deixava o cabelo extremamente sensível. Como consequência, Turner ficava longos períodos sem lavá-lo entre os retoques, para preservar ao máximo a coloração. A partir da sétima temporada, a produção optou por substituir as pinturas por perucas de alta qualidade, poupando a atriz de um procedimento que havia se tornado desgastante após anos de repetição. É um exemplo discreto do custo físico acumulado por um papel que parecia, na tela, absolutamente natural.
3. Sansa Stark foi o primeiro papel profissional de Sophie Turner
Quando foi escalada para Game of Thrones, Sophie Turner tinha catorze anos e nenhuma experiência profissional anterior na atuação. Seu envolvimento com o meio havia se limitado a um grupo de teatro amador e às aulas escolares. Foi sua professora de dramaturgia quem a incentivou a participar do processo de seleção da série — e que acabou mudando completamente o rumo de sua vida.
Turner foi escolhida para Sansa Stark em agosto de 2009. As filmagens começaram em 2010, com a atriz ainda em pleno processo de formação escolar. Durante os primeiros anos de gravação, ela contou com um tutor particular no set para continuar os estudos. Ao final da série, acumulava cinco indicações ao Emmy e um dos papéis mais reconhecidos de sua geração — tudo construído a partir de uma única audição incentivada por uma professora do interior da Inglaterra.
4. A atriz desenvolveu depressão durante os anos de gravação
Sophie Turner revelou publicamente, em entrevistas ao longo dos anos, que sofreu de depressão durante o período em que interpretava Sansa Stark. O diagnóstico surgiu ainda durante as temporadas intermediárias da série, em um momento em que a personagem passava pelas situações mais pesadas e traumáticas de seu arco narrativo.
A coincidência entre o sofrimento do personagem e o estado emocional da atriz criou uma sobreposição difícil de administrar. Turner admitiu que, em certos momentos, não conseguia distinguir claramente entre o peso que Sansa carregava na ficção e o que ela própria enfrentava na vida real. Com o tempo, ela buscou ajuda profissional e passou a falar abertamente sobre saúde mental — usando sua visibilidade para reduzir o estigma em torno do tema, especialmente entre jovens.
5. A amizade com Maisie Williams começou nos testes de elenco e dura até hoje
Entre todas as relações formadas nos bastidores de Sansa Stark, a mais duradoura é, sem dúvida, a que Turner construiu com Maisie Williams. As duas se conheceram durante os testes de elenco e desenvolveram uma amizade que atravessou oito temporadas, crescimentos simultâneos e o fim da série. Turner e Williams chegaram a criar um apelido carinhoso uma para a outra — Maisie apelidou Turner de “Tumblr”, e as duas brincavam publicamente com a dinâmica de irmãs que existia tanto na ficção quanto fora dela.
Essa proximidade era visível nas entrevistas coletivas, nas aparições em festivais e nas redes sociais ao longo de anos. Em um set frequentado por dezenas de atores que se revezavam entre diferentes locações e arcos narrativos, aquela dupla formou um vínculo estável e consistente — o tipo de amizade que só surge quando duas pessoas crescem juntas em circunstâncias completamente extraordinárias.
6. Turner disse que Sansa foi sua escola emocional particular
Em diversas entrevistas ao longo da carreira, Sophie Turner descreveu Sansa Stark como mais do que um papel — como uma escola emocional que a formou como atriz e como pessoa. Ela entrou no papel sem bagagem técnica formal e aprendeu a construir camadas de um personagem enquanto o próprio personagem também as construía, temporada após temporada.
A evolução de Sansa de garota ingênua a estrategista política era espelhada, em vários aspectos, pelo próprio amadurecimento de Turner. Ela disse que interpretar uma personagem que aprendia a sobreviver em um mundo hostil a ajudou a desenvolver ferramentas reais para lidar com as pressões da fama precoce. Portanto, Sansa Stark não foi apenas um papel — foi uma experiência formativa que moldou a visão de mundo de quem a interpretou.

7. Uma atriz de Outlander quase ficou com o papel de Sansa
O processo de seleção para o papel de Sansa Stark chegou a duas finalistas: Sophie Turner e Izzy Meikle-Small, atriz britânica que posteriormente integraria o elenco de Outlander. As duas disputaram o papel em fases avançadas do processo, e a decisão final foi por uma margem pequena.
Meikle-Small revelou posteriormente em entrevista ao The Telegraph que ficou levemente triste com o resultado, mas admitiu um alívio inesperado. Segundo ela, a natureza do papel — com cenas de exposição física e dramaturgia pesada — provavelmente não teria sido aprovada por sua família. Turner, por outro lado, construiu com Sansa uma das performances mais reconhecidas da série. É mais um lembrete de como pequenas decisões de bastidores constroem, ou transformam, histórias inteiras.
Sansa Stark é a prova de que personagens que parecem frágeis no início podem se tornar os mais resistentes ao final — e que, às vezes, a atriz e o personagem crescem juntos de formas que nenhum roteiro poderia prever. Ficou curioso sobre alguma dessas curiosidades? Deixe seu comentário e compartilhe com outros fãs de Game of Thrones.

















