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Paradise 2ª temporada estreia no Disney+ com três episódios

A segunda temporada de Paradise chegou ao Disney+ na última segunda-feira (23) com três episódios de estreia. A série, criada por Dan Fogelman, retoma a história de Xavier Collins — interpretado por Sterling K. Brown — de onde o primeiro ano havia parado, e já apresenta uma personagem central para os novos rumos da narrativa.

Annie, vivida por Shailene Woodley, é uma guia da Graceland, antiga residência de Elvis Presley em Memphis que se tornou parque temático. Durante os três anos do apocalipse global, ela sobreviveu em lockdown no local. Sua trajetória é contada de forma intercalada com o presente, recurso já utilizado na temporada anterior para explicar a criação do bunker no Colorado.

Novo ano, novo personagem central

A chegada de Annie representa a aposta mais visível de Fogelman para renovar o interesse do público. Ela carrega um passado traumático e se vê conectada ao grupo de sobreviventes liderado por Link, papel de Thomas Doherty, em circunstâncias que a série constrói com bastante deliberação narrativa.

Esse encontro, no entanto, é um dos pontos onde a nova temporada mais vacila. A sensação de coincidência fabricada aparece com frequência nos primeiros episódios, o que exige mais tolerância do espectador em relação às escolhas do roteiro. Trata-se de um recurso válido em ficção científica, mas que aqui pesa quando comparado à solidez do primeiro ano.

O problema da ausência do mistério

O que fez Paradise se destacar na estreia foi a presença de um grande mistério central. Quem matou o presidente? O que causou o apocalipse? Essas perguntas movimentaram o público e criaram engajamento genuíno. Na segunda temporada, as respostas já estão dadas — e Fogelman precisa encontrar outros motores narrativos.

Por enquanto, os primeiros episódios funcionam mais como preparação do que como ação. Personagens como a agente Robinson e a antagonista Sinatra retornam, mas sem o peso dramático que tiveram antes. A segunda ainda mantém poder dentro da narrativa, mesmo após ser desmascarada, o que gera estranhamento em vez de tensão.

O conjunto dessa primeira metade da temporada transmite a sensação de um grande “em breve” — eventos construídos para chocar, mas que ainda não entregam o impacto esperado.

Fonte: Imagem/Reprodução

Fogelman já mostrou recuperação antes

Quem acompanhou This Is Us, série anterior do criador, sabe que Fogelman tem capacidade de superar tropeços narrativos e retornar com força total. A segunda metade dos oito episódios da temporada ainda pode reverter essa impressão inicial.

Paradise continua sendo uma série competente, com elenco sólido e produção cuidadosa. Mas a segunda temporada, ao menos em sua abertura, opera em uma frequência mais contida do que o público esperava após o encerramento impactante do primeiro ano.

Se Fogelman conseguir recuperar o ritmo nos episódios finais, a série estará bem posicionada para encerrar sua história — provavelmente na terceira e última temporada — com a grandiosidade que a premissa sempre prometeu.

O que você achou da estreia da segunda temporada? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe com os fãs da série.

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