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O Morro dos Ventos Uivantes lidera bilheteria com R$ 9,6 mi

A adaptação cinematográfica de O Morro dos Ventos Uivantes estreou com força total no Brasil e no mundo. Em sua primeira semana de exibição, o longa-metragem dirigido por Emerald Fennell levou 409 mil espectadores às salas nacionais, acumulando R$ 9,6 milhões em bilheteria — resultado que garantiu ao filme a liderança nas telas durante o período de Carnaval.

O desempenho surpreende pelo contexto: feriados prolongados historicamente favorecem produções de entretenimento mais leve. Ainda assim, o romance dramático de Fennell conquistou o topo sem concessões ao gênero, consolidando a obra como um dos lançamentos mais relevantes de 2026.

Robbie e Elordi revisitam um clássico da literatura

No centro do filme estão Margot Robbie e Jacob Elordi, que interpretam Cathy e Heathcliff, respectivamente. A trama acompanha os dois desde a infância, quando Heathcliff é adotado pela família de Cathy, até os anos marcados por amor intenso, orgulho e destruição mútua — seguindo a estrutura emocional do romance original de Emily Brontë, publicado em 1847.

A escolha de Fennell como diretora e roteirista carrega peso criativo considerável. Depois de Uma Jovem Promissora (2020), que lhe rendeu o Oscar de Melhor Roteiro Original, ela se consolida como uma das vozes mais autorais do cinema contemporâneo. Sua abordagem ao clássico promete deslocar o foco para as camadas psicológicas e relacionais dos personagens, algo que adaptações anteriores nem sempre priorizaram.

Trilha sonora de Charli XCX como diferencial estético

Um dos elementos mais comentados pelo público é a trilha sonora original assinada por Charli XCX. A cantora britânica, que vive um momento de alta visibilidade após o álbum Brat (2024), entrega uma composição que mistura sonoridades contemporâneas ao ambiente vitoriano da narrativa — um contraste que, segundo as primeiras reações, funciona como amplificador emocional das cenas mais intensas.

A parceria entre Fennell e Charli XCX posiciona o filme em um espaço interessante: acessa o público jovem sem abandonar a seriedade literária da obra de Brontë. É uma estratégia que lembra o que Baz Luhrmann fez com Romeu + Julieta nos anos 1990, atualizando a estética sem trair a essência.

Fonte: Imagem/Reprodução

Contexto histórico e relevância da obra

O Morro dos Ventos Uivantes já foi adaptado para o cinema e para a televisão dezenas de vezes desde o século passado. A versão de 1939, com Laurence Olivier, é considerada um marco do cinema clássico. A de 2011, dirigida por Andrea Arnold, apostou em uma linguagem mais crua e naturalista. Agora, Fennell propõe uma terceira via: contemporânea na forma, clássica na substância.

O sucesso de bilheteria já na primeira semana, especialmente durante um período tão competitivo quanto o Carnaval, indica que o filme encontrou seu público com eficiência. O longa segue em cartaz em todo o Brasil, com sessões disponíveis também em IMAX e em versões acessíveis.

Para uma obra que tem quase 180 anos de história, O Morro dos Ventos Uivantes demonstra que Cathy e Heathcliff ainda têm muito a dizer — e que o cinema continua sendo um território fértil para grandes paixões. Compartilhe com quem também está curioso pela nova versão e deixe nos comentários sua impressão sobre o filme.

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