O próximo filme de Resident Evil está tomando forma, e os detalhes que chegam ao público confirmam uma aposta muito diferente de tudo que a franquia já tentou nas telas. Em entrevista recente, o produtor Roy Lee revelou que o novo longa terá orçamento superior a US$ 80 milhões e prometeu uma experiência que, segundo ele, vai impressionar o público de formas nunca vistas antes.
A declaração vem acompanhada de uma comparação reveladora. Zach Cregger, diretor escolhido para comandar o reboot, estreou no cinema com um filme de US$ 4 milhões, avançou para uma produção de US$ 38 milhões e agora chega ao projeto mais ambicioso de sua carreira. Lee deixou claro que cada centavo do orçamento aparecerá em tela.
Uma experiência próxima do jogo
A principal promessa criativa do projeto é a mais difícil de cumprir: fazer com que assistir ao filme se pareça com jogar o game. Roy Lee descreveu a produção como uma montanha-russa de ação sem parar, contada pelo ponto de vista de um único personagem ao longo de uma narrativa original ambientada no universo de Raccoon City.
Cregger é um nome que desperta confiança para esse tipo de proposta. Noites Brutais e A Hora do Mal, seus dois filmes anteriores, provaram que o diretor entende como construir tensão progressiva, surpreender o espectador com reviradas inesperadas e extrair o máximo de impacto visual com os recursos disponíveis. Com um orçamento quase três vezes maior do que o de sua produção anterior, o espaço para ambição cresceu consideravelmente.
A história que o reboot vai contar
Os rumores em torno do enredo apontam para uma narrativa completamente inédita dentro do universo da franquia. O protagonista seria Bryan, interpretado por Austin Abrams, um entregador que atropela uma mulher misteriosa em uma estrada nevada próxima a Raccoon City. O acidente o arrasta para o meio de um surto biológico marcado por mutações com tentáculos, sem a presença de personagens clássicos da série como Leon, Claire ou Jill.
O roteiro é assinado por Cregger em parceria com Shay Hatten, que já trabalhou no universo de Army of the Dead. A escolha de situar a história entre os eventos de Resident Evil 2 e Resident Evil 3 é estratégica: abre espaço para criar algo novo sem contradizer o cânone estabelecido pelos jogos.
A ausência dos personagens icônicos é, ao mesmo tempo, o elemento mais arriscado e o mais promissor do projeto. Arriscado porque parte do apelo comercial da franquia vive nesses nomes. Promissor porque libera o roteiro de obrigações narrativas que frequentemente engessam adaptações de games em cinema.

O peso do fracasso anterior
A urgência por acertar nesse reboot tem razão de ser. A última tentativa de reiniciar a franquia no cinema, Resident Evil: Bem-vindo a Raccoon City, lançado em 2021, foi um desastre duplo. Arrecadou apenas US$ 41,9 milhões mundialmente a partir de um orçamento de US$ 25 milhões e fechou com apenas 30% de aprovação no Rotten Tomatoes. O resultado encerrou qualquer possibilidade de continuação e deixou a Capcom e a Constantin Film sem um caminho claro para o futuro da franquia nas telas.
O novo projeto une a Constantin Film, detentora dos direitos desde o final dos anos 1990, à PlayStation Productions, braço cinematográfico da Sony que já entregou resultados expressivos com The Last of Us na televisão e Uncharted no cinema.
A estreia está marcada para 17 de setembro nos cinemas nacionais. Se o que Roy Lee prometeu se confirmar em tela, Raccoon City nunca foi tão perigosa quanto está prestes a ser.
O que você espera do novo Resident Evil? Deixe nos comentários e compartilhe com os fãs da franquia.

















