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Margot Robbie: a trajetória da maior estrela do cinema atual

Poucas trajetórias no cinema contemporâneo são tão bem construídas quanto a de Margot Robbie. Em pouco mais de uma década, a australiana nascida em Dalby, Queensland, saiu de uma novela local para se tornar uma das atrizes mais influentes e bem pagas de Hollywood. E fez isso sem abrir mão do controle criativo sobre sua própria carreira.

O começo foi humilde e direto. Robbie cresceu em uma fazenda no interior da Austrália, criada pela mãe após a separação dos pais ainda quando ela tinha cinco anos. Em sua adolescência, trabalhou como garçonete para pagar as próprias contas enquanto tentava emplacar como atriz. Quando conseguiu um papel fixo na novela australiana Neighbours, em 2008, o caminho para Hollywood ainda parecia distante.

A virada com Scorsese

A entrada no cinema americano aconteceu de forma gradual, mas o salto definitivo veio em 2013. Ao ser escalada por Martin Scorsese para viver Naomi Lapaglia em O Lobo de Wall Street, ao lado de Leonardo DiCaprio, Robbie entregou uma atuação que chamou atenção imediata da crítica e da indústria. A personagem era complexa, contraditória e exigia uma presença de tela que a atriz demonstrou ter em abundância.

Scorsese não economizou nas palavras ao descrevê-la. Em um texto para a Time, o diretor escreveu que Robbie possui uma audácia única que surpreende e desafia em cada personagem que habita. A frase se revelou profética. Nos anos seguintes, a atriz construiu uma filmografia que alterna entre grandes produções comerciais e projetos independentes com precisão deliberada.

A produtora por trás da atriz

O que diferencia Robbie da maioria das estrelas de sua geração é a consciência com que construiu sua carreira. Em 2014, junto ao marido Tom Ackerley, ela fundou a LuckyChap Entertainment, produtora responsável por alguns dos projetos mais relevantes do cinema recente. Eu, Tonya, Uma Jovem Promissora, Saltburn e Barbie saíram todos do guarda-chuva da LuckyChap.

Essa posição dupla de atriz e produtora deu a Robbie um poder incomum dentro de Hollywood. Ela não apenas escolhe os papéis que interpreta. Ela decide quais histórias chegam ao público. É uma distinção que poucas estrelas de sua geração conseguiram estabelecer tão cedo.

Em entrevista à Vogue Austrália, Robbie foi clara sobre sua filosofia criativa: ela nunca filmou uma cena pensando no que os críticos achariam. O foco sempre esteve no público, na reação emocional de quem compra o ingresso. Essa orientação explica escolhas que, à primeira vista, pareciam arriscadas, mas que no conjunto formam uma filmografia coesa e intencionalmente variada.

Barbie e o maior sucesso da carreira

Em 2023, o que já era uma grande carreira atingiu outro patamar. Barbie, dirigido por Greta Gerwig e produzido pela LuckyChap, arrecadou mais de US$ 1,4 bilhão em bilheteria mundial e rendeu a Robbie uma indicação ao Oscar de Melhor Filme como produtora. O número colocou o longa entre os maiores sucessos da história do cinema protagonizados por uma mulher.

O impacto cultural do filme foi igualmente significativo. Barbie recolocou o debate sobre feminismo, identidade e expectativas sociais no centro da cultura pop de uma forma que poucos filmes comerciais conseguem. Que isso tenha sido feito através de uma boneca de plástico é uma das ironias mais bem executadas do cinema recente.

Fonte: Imagem/Reprodução

O presente e os próximos passos

Em 2026, Robbie está em cartaz com O Morro dos Ventos Uivantes, adaptação do clássico de Emily Brontë dirigida por Emerald Fennell. O filme estreou em fevereiro e trouxe de volta a parceria criativa entre as duas, que já haviam trabalhado juntas nos bastidores de Saltburn. No longa, ela vive Catherine Earnshaw ao lado de Jacob Elordi como Heathcliff.

No horizonte, está a produção de um novo Onze Homens e um Segredo com ela como protagonista e uma parceria com Tim Burton em uma reinterpretação contemporânea de A Mulher de 50 Metros. A LuckyChap também tem em desenvolvimento projetos baseados em The Sims e Monopoly, mantendo o padrão de apostas criativas pouco óbvias.

Margot Robbie completou 35 anos com três indicações ao Oscar, uma das produtoras mais respeitadas de Hollywood e uma filmografia que poucos atores três vezes mais velhos conseguem igualar em qualidade e variedade. A fazenda em Queensland ficou para trás. O que ela construiu desde então é algo raro: uma carreira completamente sob seu próprio controle.

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