Dentro da Akatsuki, Kisame Hoshigaki ocupava um papel peculiar. Era o parceiro de Itachi, o mais leal dos dois e, ao mesmo tempo, o menos compreendido.
Chamado de “Monstro Sem Cara-de-Pau”, ele carregava esse apelido com indiferença total — porque para Kisame, a força sempre falou mais alto que a reputação.
Kisame e a origem nos Sete Espadachins da Névoa
Antes de integrar a Akatsuki, Kisame era um dos Sete Espadachins da Névoa — um grupo de elite da Vila Oculta da Névoa composto pelos ninjas de espada mais devastadores de sua geração. Ele portava a Samehada, uma arma viva que absorvia o chakra dos adversários e o redirecionava ao portador.
A relação de Kisame com a Samehada era simbiótica de forma literal. A espada escolhia seu dono — e escolheu Kisame. Essa ligação lhe permitia absorver quantidades massivas de chakra em combate e regenerar ferimentos à medida que lutava.
Poucos ninjas conseguiam sustentar um duelo prolongado contra ele. Kisame não ficava sem energia — ele se alimentava da energia do adversário.
O chakra oceânico e o poder de um jinchuuriki sem besta
Uma das características mais marcantes de Kisame era a quantidade absurda de chakra que ele possuía. Comparado repetidamente ao volume de um jinchuuriki — alguém que porta uma besta de cauda selada dentro do corpo —, o nível de chakra dele era uma anomalia biológica que não tinha explicação simples na narrativa.
Em combate direto, isso significava resistência praticamente ilimitada. Enquanto a maioria dos ninjas se preocupava em administrar o chakra durante batalhas longas, Kisame simplesmente não tinha esse problema.
Além disso, ele dominava técnicas de liberação de água em escala devastadora — capaz de criar oceanos artificiais em campo aberto e controlar tubarões de chakra que perseguiam adversários com inteligência própria.
A fusão com a Samehada e a forma final
O nível máximo de Kisame em combate era a fusão completa com a Samehada. Nesse estado, ele assumia a aparência de um homem-tubarão colossal — velocidade, força, resistência e absorção de chakra multiplicadas.
Essa forma raramente foi necessária. O que diz muito sobre o nível individual de Kisame sem ela.
Mesmo assim, quando utilizada, a fusão transformou Kisame em um dos adversários mais difíceis de toda a série. Guy, que o enfrentou na batalha final, precisou abrir a Oitava Portão — tecnicamente uma das técnicas mais poderosas do universo de Naruto — para garantir a vitória.

Kisame Akatsuki e a lealdade como valor absoluto
O que distingue Kisame de outros membros da Akatsuki é seu código interno de conduta. Ele não era cruel por prazer. Não era ambicioso por vaidade. Era leal — e essa lealdade era um valor genuíno, não uma conveniência.
Quando capturado, Kisame escolheu a própria morte em vez de entregar informações sobre a Akatsuki. Ele invocou tubarões de chakra que o destroçaram antes que qualquer interrogatório pudesse começar. Não foi uma morte dramática pedindo aplauso — foi uma decisão fria, coerente com tudo que ele sempre foi.
Obito, ao soube da morte de Kisame, reconheceu que ele havia sido o mais leal de todos os membros. Para um grupo construído sobre manipulação e agenda oculta, isso é, ironicamente, o elogio mais sincero que a Akatsuki poderia oferecer.
O legado de Kisame na cultura de Naruto
Kisame nunca foi o favorito absoluto do fandom — mas sempre esteve entre os personagens que os fãs mais respeitam retrospectivamente. Sua batalha final contra Guy é frequentemente citada como uma das mais bem executadas de Naruto Shippuden em termos de direção e ritmo.
Ele representa um arquétipo raro: o guerreiro que não precisa de redenção porque nunca traiu seus próprios valores. Mesmo que esses valores estivessem do lado errado da história.
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