A HBO está insatisfeita com a campanha de marketing da terceira temporada de Euphoria — e o problema é grave o suficiente para exigir um plano de contingência antes da estreia marcada para 12 de abril. A informação circula nos bastidores da indústria e chega em um momento sensível: a série retorna após quatro anos de ausência com tudo para repetir o impacto cultural das temporadas anteriores, mas a divulgação não está entregando o que o estúdio esperava.
A pressão é compreensível. Euphoria é um dos títulos mais valiosos do catálogo da HBO Max, e uma estreia abaixo das expectativas seria um golpe significativo para a plataforma que acaba de ultrapassar 128 milhões de assinantes globais.
O que está errado com a campanha
Os detalhes específicos do descontentamento interno não foram revelados publicamente, mas o contexto geral é claro. O trailer oficial lançado em 14 de janeiro gerou cobertura expressiva — especialmente pelas revelações sobre os personagens adultos — mas o buzz orgânico nas redes sociais não atingiu o nível que a HBO esperava para uma série desse porte.
A comparação inevitável é com o relançamento de The Last of Us e House of the Dragon, campanhas construídas com meses de antecipação, material exclusivo e ativações que mantiveram o público engajado por semanas. Euphoria, por ora, não conseguiu sustentar o mesmo volume de conversa.
O plano de emergência ainda não foi detalhado publicamente, mas indica que ações adicionais de divulgação serão lançadas nas próximas semanas — provavelmente incluindo material novo, participações do elenco em eventos e entrevistas coordenadas para reaquendar o interesse antes de abril.
Uma série que retorna mais pesada
A terceira temporada avança cinco anos após os eventos da segunda. Rue, vivida por Zendaya — que já acumula dois Emmys pelo papel —, está no México tentando quitar uma dívida com traficantes. Cassie e Nate estão noivos, mas a relação enfrenta pressão pelo perfil dela no OnlyFans. Jules estuda artes na faculdade. Maddy trabalha em uma agência de talentos em Hollywood. Lexi é assistente de uma showrunner.
A temporada foi descrita pelo próprio elenco como a mais sombria e intensa da série — algo que Sam Levinson e a A24 vêm cultivando como identidade desde o início. A ausência de Fezco, personagem de Angus Cloud, que faleceu em 2023, será um dos pontos mais emocionalmente pesados da temporada.
Saídas, chegadas e um elenco renovado
Barbie Ferreira e Storm Reid não retornam. Em compensação, a temporada traz um elenco de apoio impressionante. A cantora Rosalía estreia como atriz interpretando uma stripper. Sharon Stone entra como uma poderosa showrunner. Natasha Lyonne, Danielle Deadwyler, Eli Roth e o ex-jogador Marshawn Lynch completam as novidades.
O núcleo principal se mantém intacto: Zendaya, Hunter Schafer, Jacob Elordi, Sydney Sweeney, Alexa Demie, Maude Apatow, Colman Domingo e Eric Dane retornam. A escala do elenco reflete a ambição da temporada — e torna ainda mais urgente que o marketing entregue à altura.

O que está em jogo para a HBO
Euphoria foi lançada em 2019 e se tornou rapidamente o segundo programa mais assistido da história da HBO, atrás apenas de Game of Thrones. A segunda temporada, em 2022, quebrou recordes de audiência da plataforma. Com quatro anos de intervalo, a série precisa reafirmar sua relevância cultural num cenário de streaming muito mais competitivo do que o de 2022.
O plano de emergência da HBO é, acima de tudo, um sinal de que o estúdio entende o risco. Uma estreia abaixo das expectativas para Euphoria não seria apenas uma derrota comercial — seria um sinal de que o hiato longo demais cobrou um preço que nem Zendaya consegue reverter sozinha.
12 de abril é a data. As próximas semanas dirão se o plano de contingência foi suficiente.
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