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7 fatos sobre Colossus que revelam o coração dos X-Men


Piotr Rasputin cresceu em uma fazenda coletiva na Sibéria. Era simples, trabalhador, desenhava nas horas vagas e adorava a irmã mais nova. Quando Charles Xavier bateu à sua porta pedindo que ele fosse para a América se tornar um X-Men, Piotr aceitou. Não por ambição, não por necessidade de provar algo. Aceitou porque Xavier disse que precisava de ajuda. Essa motivação, ajudar porque foi pedido, define Colossus melhor do que qualquer poder ou batalha. Estas sete curiosidades mostram o que torna Piotr Rasputin um dos personagens mais nobres de toda a franquia, e por que essa nobreza frequentemente lhe custou caro.

1. Ele foi o primeiro herói russo com destaque nos quadrinhos americanos, criado em plena Guerra Fria

Colossus estreou em 1975, no auge das tensões entre Estados Unidos e União Soviética. Incluir um jovem russo, gentil, vindo de uma fazenda coletiva soviética, como herói numa publicação americana era uma escolha deliberadamente política e culturalmente corajosa. Piotr Rasputin não era apresentado como agente do governo comunista nem como dissidente. Era simplesmente um rapaz russo com um coração generoso, o que em si era uma afirmação.

O personagem foi criado por Len Wein e Dave Cockrum como parte de uma segunda formação dos X-Men intencionalmente diversa. Colossus representava a União Soviética, e sua bondade sem ressentimentos era o argumento mais eloquente possível de que heróis não têm nacionalidade. Essa combinação de força física extrema e ausência de ego é o que faz Piotr diferente de outros tantos personagens poderosos dos quadrinhos, onde poder costuma vir acompanhado de arrogância ou de um senso exagerado de destino.

2. Seus poderes se manifestaram pela primeira vez quando ele pensou que o irmão havia morrido

A origem dos poderes de Colossus tem uma especificidade emocional rara. Piotr tinha treze anos quando recebeu a notícia de que seu irmão mais velho Mikhail, cosmonauta e ídolo de infância, havia morrido em uma missão espacial. Nesse momento de desolação intensa, seu corpo se transformou em aço orgânico pela primeira vez, sem que ele entendesse o que estava acontecendo.

Os poderes de Piotr nasceram de uma perda, não de uma ameaça, não de adrenalina de combate, não de experimento científico. Esse detalhe molda diretamente como ele reage quando as pessoas que ama estão em perigo: o gatilho original de sua força foi o luto, e esse padrão nunca deixou de estar presente nas histórias que definem melhor o personagem.

3. Ele é um artista talentoso que usa desenho como equilíbrio emocional

Colossus é o X-Men mais improvável como artista. Um homem que pode se transformar em metal e levantar toneladas dedica seu tempo livre a desenhar, pintar e criar obras visuais. Essa característica foi introduzida nos quadrinhos originais e se tornou parte central de sua personalidade. Depois de ser gravemente ferido em batalha e passar meses se recuperando, Piotr voltou à pintura como forma de terapia.

Esse traço artístico também funciona narrativamente como um lembrete de que Piotr existe além dos combates. Enquanto outros X-Men são definidos exclusivamente pelo que fazem em batalha, Colossus tem uma vida interior visível, expressa em imagens criadas quando o metal se dissolve e sobra apenas o homem com seus sentimentos.

4. Ele se sacrificou para curar o vírus Legado e ficou morto por anos

Um dos episódios mais impactantes da história de Colossus foi seu sacrifício para erradicar o vírus Legado, uma praga que dizimava os mutantes. Quando o Fera confirmou ter encontrado a cura mas que o processo seria fatal para quem o ativasse, Piotr se voluntariou. Não houve drama excessivo nem discurso longo. Ele simplesmente disse que faria e fez.

O que torna esse sacrifício ainda mais pesado é que ninguém o obrigou. Ele avaliou a situação, viu que tinha o poder necessário para resolver, e agiu. Esse padrão, de aceitar sacrifícios ativamente em vez de esperar que caiam sobre si, se repete ao longo de toda a sua história e é o traço mais consistente do personagem. O corpo foi cremado, e Kitty Pryde espalhou as cinzas na fazenda da Sibéria onde ele cresceu, antes que toda a história da morte falsa fosse revelada anos depois.

Colossus – Fonte: Imagem/Reprodução

5. Ele se tornou o Fanático para poupar a irmã de carregar o fardo

Em um dos arcos mais pesados da trajetória de Piotr, a entidade mística Cyttorak, responsável pelo poder do Fanático, precisava de um novo avatar. A irmã de Piotr, Illyana, a Magia, se ofereceu como hospedeira para protegê-lo. Colossus recusou. Decidiu assumir o poder do Fanático em lugar dela, tornando-se um canal para uma entidade que impulsionava a destruição e o caos.

Por um período, Piotr teve que lidar com um desejo constante de infligir violência que entrava em conflito direto com tudo que ele era. Esse arco revelou algo essencial sobre Colossus: ele não apenas aceita sacrifícios. Ele os exige de si mesmo ativamente, como se a única forma de cuidar de quem ama fosse colocar o próprio corpo entre eles e o que os ameaça.

6. A manobra Arremesso Especial com Wolverine se tornou um dos golpes mais icônicos dos quadrinhos

Uma das contribuições mais duradouras de Colossus para a história dos X-Men é um golpe específico: o Arremesso Especial. A manobra consiste em Colossus, em forma blindada, arremessar Wolverine como um projétil humano em direção a um alvo. Criada nos quadrinhos de Chris Claremont nos anos 1970, a cena foi replicada em animações, filmes e videogames, tornando-se uma das imagens mais reconhecíveis de toda a franquia.

Há uma ironia poética nessa parceria: o X-Men mais gentil e o mais brutal do grupo criaram juntos o movimento mais memorável da série. Colossus sempre usou sua força para proteger. O Arremesso Especial foi a única vez em que ele a usou literalmente como arma, transformando Wolverine em projétil, e o resultado ficou para sempre na memória dos fãs.

7. Seu relacionamento com Kitty Pryde é um dos mais longevos dos quadrinhos

O romance entre Colossus e Kitty Pryde atravessou rupturas, mortes, ressurreições e décadas de histórias. Os dois se conheceram ainda jovens, com Kitty sendo consideravelmente mais nova do que Piotr, o que tornou o início da relação narrativamente delicado. Ao longo dos anos, o relacionamento passou por fases distintas: amizade intensa, namoro, ruptura por mudança de valores de Piotr, separação por morte e ressurreição, e eventualmente reconciliação que culminou em um pedido de casamento de Kitty a Piotr.

Esse arco emocional longo e cheio de obstáculos é, em si, uma das histórias de amor mais realistas que os quadrinhos de super-heróis produziram, porque nunca foi simples nem garantido, e cada reaproximação custou algo real dos dois.


Colossus é o lembrete de que força não é poder de destruição. É a capacidade de permanecer gentil quando tudo ao redor pede que você endureça mais do que o metal de que você é feito. Piotr Rasputin é o X-Men que raramente recebe crédito proporcional ao que deu. Mas quem leu as histórias que importam sabe que o gigante de metal da Sibéria é, entre todos os mutantes de Xavier, o que mais pareceu entender o que o sonho do Professor realmente significa.

Se este artigo fez você querer reler as histórias de Colossus, deixe um comentário abaixo e compartilhe com os fãs dos X-Men.

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