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A Noiva! reimagina Frankenstein com Bale e Buckley nos cinemas

Um dos lançamentos mais aguardados de março chegou às telas. A Noiva! estreou nos cinemas brasileiros em 5 de março com direção e roteiro de Maggie Gyllenhaal, reunindo Christian Bale, Jessie Buckley, Annette Bening, Penélope Cruz, Peter Sarsgaard e Jake Gyllenhaal em uma reimaginação provocadora da história clássica de Frankenstein.

A produção é distribuída globalmente pela Warner Bros. Pictures e já está sendo comparada aos projetos mais autorais do gênero nos últimos anos.

Uma Chicago dos anos 1930 como cenário do mito

A trama se afasta da ambientação europeia tradicional e mergulha na Chicago da era da Depressão. Um solitário Frank — o Frankenstein de Christian Bale — viaja até a cidade para encontrar a Dra. Euphronious, cientista pioneira interpretada por Annette Bening, com um pedido inusitado: criar uma companheira para ele.

Os dois revivem Ida, uma jovem assassinada, e a Noiva nasce. A partir daí, o que se segue vai muito além do que qualquer um dos criadores esperava: assassinatos, obsessões, um movimento cultural radical e um romance explosivo fora de qualquer convenção social da época.

Jessie Buckley desempenha papel duplo no filme. Além de interpretar a Noiva, ela também dá vida a Mary Shelley — a autora original de Frankenstein —, que nesta reimaginação narra e participa da história que sempre quis contar. A escolha é um dos gestos mais ousados do roteiro de Maggie Gyllenhaal.

Bastidores: um projeto muito pessoal

Maggie Gyllenhaal revelou ao Los Angeles Times que a ideia nasceu de um detalhe curioso: a tatuagem de Elsa Lanchester — a atriz que interpretou a Noiva no filme clássico de 1935 — no antebraço de uma pessoa desconhecida. A imagem a levou a revisitar o material original e a investigar a obra de Mary Shelley com um olhar contemporâneo.

A questão central que guia o filme é o que Shelley poderia ter escrito se tivesse vivido mais do que os 53 anos que teve. Essa pergunta define o tom da produção: menos fidelidade ao terror gótico tradicional, mais exploração das tensões entre gênero, poder e identidade.

A equipe técnica reforça o peso do projeto. A fotografia é de Lawrence Sher, o figurino fica com Sandy Powell e a trilha sonora é assinada por Hildur Gudnadóttir, a mesma compositora por trás das premiadas trilhas de Joker e Tar.

Fonte: Imagem/Reprodução

O que a crítica está dizendo

As primeiras reações indicam uma recepção dividida — mas o debate em si já demonstra o impacto do filme. As atuações de Bale e Buckley são apontadas como o ponto alto da produção em praticamente todas as análises publicadas até agora.

Bale entrega uma interpretação física e emocionalmente contida, construindo um Frankenstein melancólico que busca conexão com uma sinceridade quase desconcertante. Buckley, por sua vez, navega pelas múltiplas camadas do personagem com precisão, especialmente nas cenas em que encarna Mary Shelley.

As divergências surgem no terceiro ato, onde parte da crítica aponta excesso de situações simultâneas que desviam o foco das questões centrais do roteiro. Mas a ousadia estética e a ambição narrativa são elogiadas mesmo por quem saiu do cinema com ressalvas.

Com 126 minutos e disponível em salas IMAX, A Noiva! marca o segundo longa-metragem de Maggie Gyllenhaal como diretora — e o primeiro por um grande estúdio. Uma estreia de peso para quem já provou seu talento com A Filha Perdida em 2021.

O que você achou do filme? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe com quem ainda não foi ao cinema conferir.

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