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Ace: o detalhe que ninguém percebeu em One Piece

Há uma pergunta que Portgas D. Ace carregou desde antes de nascer: ele merecia existir? Filho de Gol D. Roger — o Rei dos Piratas, homem mais procurado e temido do mundo — Ace chegou ao mundo com um legado que ninguém pediu e que o mundo inteiro queria apagar. O que ele fez com isso é o que torna sua história uma das mais impactantes de One Piece.

Criado por Eiichiro Oda, Ace aparece pela primeira vez no arco de Alabasta como irmão mais velho de Monkey D. Luffy — alegre, confiante e com o chapéu sempre caindo enquanto dorme sobre qualquer superfície disponível. Parece simples. Não é.

Uma vida que começou como sentença

Portgas D. Rouge, mãe de Ace, manteve a gravidez por vinte meses — o dobro do tempo normal — para proteger o filho da caçada do Governo Mundial, que sabia de sua existência e queria eliminá-lo antes do nascimento. Esse esforço sobre-humano custou sua vida. Ace nasceu órfão de mãe no momento exato em que chegou ao mundo.

O pai biológico, Gol D. Roger, já havia sido executado publicamente meses antes. Seu nome era sinônimo de crime e rebeldia em todo o mundo. Crescer com esse sangue significava crescer sendo chamado de monstro — uma aberração que nunca deveria ter nascido.

Foi Garp, o avô de Luffy e leal marine de Roger, quem assumiu a criação de Ace. Ele o entregou aos cuidados de Dadan, uma chefe de bandidos nas montanhas de Dawn Island. Ali, Ace cresceu ao lado de Luffy e Sabo — os três meninos que um dia fariam um pacto de irmandade com sake e se tornariam piratas.

O peso de um nome

Durante anos, Ace recusou o sobrenome do pai. Usava o nome da mãe — Portgas — como ato deliberado de distância. Não porque não respeitasse Roger, mas porque não queria que sua existência fosse definida por um legado que ele não escolheu. Ele queria provar que merecia o lugar que ocupava no mundo por mérito próprio, não por herança.

Essa busca o levou a consumir a Akuma no Mi Mera Mera — a Fruta do Diabo do Fogo — e a se tornar o Punho de Fogo Ace, comandante da Segunda Divisão da Tripulação de Barba Branca. Alcançar esse posto ao lado de Barba Branca, um dos homens mais poderosos do mundo, foi a prova que ele precisava. Não para o mundo — para si mesmo.

A relação com Barba Branca transformou Ace de forma definitiva. Pela primeira vez, ele encontrou um pai que o escolheu sem reservas. Barba Branca não via o filho de Roger — via Ace. E essa distinção era tudo.

Fonte: Imagem/Reprodução

Marineford e o fim mais cruel de One Piece

A Guerra de Marineford é o maior evento de One Piece até aquele ponto da narrativa. O Governo Mundial capturou Ace e o condenou à morte pública — uma execução projetada para provocar Barba Branca e eliminar o herdeiro de Roger de uma vez por todas.

Luffy atravessou o impossível para chegar até ele. E quando a liberdade parecia alcançável, Ace fez o que sempre fez: se colocou na frente de quem amava. O golpe de Akainu que tirou sua vida foi destinado a Luffy. Ace o interceptou.

Ele morreu nos braços do irmão, finalmente em paz com uma pergunta que o perseguiu por toda a vida — se havia sido bom ter nascido. A resposta que recebeu, das vozes de todos que o amavam ao redor, é o momento mais devastador de toda a série.

Portgas D. Ace viveu recusando o destino que o mundo escreveu para ele. E morreu provando que havia escolhido o seu próprio. Você considera Ace o personagem mais marcante de One Piece? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe com outros fãs da franquia.

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