Bill Lawrence está de volta à HBO Max — e desta vez trouxe Steve Carell. Rooster estreou na plataforma em 8 de março com o primeiro episódio disponível, e a comédia universitária criada em parceria com Matt Tarses já se posiciona como uma das apostas mais aguardadas do streaming neste primeiro semestre.
A parceria entre os dois criadores não é nova: Tarses trabalhou ao lado de Lawrence em Scrubs e Bad Monkey, e a dinâmica estabelecida em projetos anteriores é visível desde os primeiros minutos de Rooster.
Greg Russo e o campus que ele nunca frequentou
O protagonista é Greg Russo, autor de uma série de best-sellers de aeroporto centrada num herói chamado Rooster. O personagem vivido por Carell nunca foi à faculdade — e é exatamente isso que torna o ponto de partida da série tão fértil narrativamente.
Quando Greg chega à Universidade de Ludlow, em Nova Inglaterra, para uma palestra, descobre que a filha Katie, professora de história da arte interpretada por Charly Clive, está passando pelo fim do casamento: o marido a trocou por uma estudante de pós-graduação. O que começa como uma visita rápida se transforma em algo muito mais complicado quando Greg consegue se inserir definitivamente na vida do campus — incluindo um cargo improvisado de escritor residente.
A premissa, segundo Lawrence ao Deadline, foi construída em torno de uma metáfora simples: “A faculdade é onde você vai para se reinventar e decidir quem quer ser.” Greg, que nunca teve essa experiência, finalmente tenta fazê-la — com décadas de atraso e sem nenhum manual de instruções.
Um elenco que sustenta os momentos menos focados
Além de Carell e Charly Clive, Rooster reúne Danielle Deadwyler como a professora Dylan Shepherd, Phil Dunster como o marido que abandona Katie, John C. McGinley como o presidente Walter Mann e Lauren Tsai como a estudante no centro do conflito matrimonial. A série também conta com Annie Mumolo, Scott MacArthur e Connie Britton em papéis de apoio.
A crítica americana foi dividida. O Hollywood Reporter apontou excesso de identidades subdesenvolvidas e foco instável entre as várias linhas narrativas que a série tenta conduzir simultaneamente. O RogerEbert.com foi mais generoso, destacando que Carell — descrito como alguém que sabe “embrulhar constrangimento e humanidade quente na mesma performance” — é o que transforma Greg em algo próximo de um ser humano real, em vez de uma caricatura de homem de meia-idade em crise.
O consenso, nos seis episódios disponibilizados para a crítica, é que Rooster ainda está procurando seu centro de gravidade. Mas a confiança no histórico de Lawrence, responsável por Ted Lasso e Shrinking, mantém a expectativa de que o ensemble vai encontrar seu ritmo à medida que a temporada avança.

O DNA de Bill Lawrence em cada cena
Rooster carrega todas as marcas registradas do universo criativo de Bill Lawrence: protagonista simpático que tropeça constantemente em situações que ele mesmo criou, diálogos que misturam referências culturais com vulnerabilidade emocional e um ambiente de trabalho como palco para conflitos pessoais que deveriam ficar em outro lugar.
A inspiração confessa para Greg foi o escritor Carl Hiaasen — o mesmo autor que serviu de base para Bad Monkey. Lawrence revelou ao Deadline que a confusão do personagem entre Tolstoi e Chekhov no episódio piloto nasceu de uma situação real na sala de roteiristas: o próprio Lawrence citou uma frase de Chekhov acreditando ser de Tolstoi, e Tarses o corrigiu com uma delicadeza que o deixou envergonhado. O momento foi direto para o roteiro.
A temporada completa de dez episódios de 30 minutos está disponível na HBO Max ao longo das próximas semanas. Para quem acompanha o trabalho de Lawrence desde Scrubs, Rooster oferece um território familiar — com Steve Carell garantindo que a jornada valha o ingresso.
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