A Epic Games Store liberou gratuitamente os dois primeiros jogos da franquia Styx em janeiro, e o movimento não foi por acaso. Styx: Master of Shadows e Styx: Shards of Darkness ficaram disponíveis para resgate permanente entre 15 e 22 de janeiro — exatamente um mês antes do lançamento de Styx: Blades of Greed, terceiro capítulo da série, que chegou às lojas em 19 de fevereiro de 2026.
A estratégia é clássica: apresentar uma franquia a quem nunca a conheceu, relembrar quem já jogou e criar demanda orgânica para a novidade. Com dois jogos gratuitos na biblioteca, a barreira de entrada para Blades of Greed caiu consideravelmente.
O goblin que virou referência no stealth
Styx é um goblin de 200 anos movido por ambição, sarcasmo e uma disposição absurda para sobreviver em ambientes que deveriam impossibilitá-lo. A franquia nasceu como spin-off de Of Orcs and Men, RPG de 2012 da Cyanide Studios, mas rapidamente ganhou identidade própria.
Master of Shadows, lançado em 2014, colocou o jogador dentro da Torre de Akenash — uma fortaleza flutuante sustentada pela magia da Árvore do Mundo. O enredo revelou que Styx era, na verdade, o primeiro goblin já criado: um orc erudito transformado pelo âmbar mágico da Árvore, condenado a conviver com as vozes telepáticas dos elfos que habitam suas raízes. A narrativa, mais densa do que a premissa sugeria, surpreendeu crítica e público.
Shards of Darkness, de 2017, expandiu tudo: ambientes maiores, novos inimigos, chefes, habilidades inéditas e um modo cooperativo que permitia jogar com um clone do próprio Styx. A cidade élfica e os territórios anões aprofundaram o lore da franquia e consolidaram o personagem como um dos protagonistas mais peculiares do gênero de stealth moderno.
O que Blades of Greed trouxe de novo
O terceiro capítulo chegou ao PC, PS5 e Xbox Series X|S em 19 de fevereiro com as maiores ambições da série até agora. A NACON assumiu a publicação em parceria com a Cyanide, e o resultado visível é um salto técnico considerável em relação aos jogos anteriores.
Blades of Greed introduz um sistema de crafting expandido, permitindo que Styx fabrique armadilhas, venenos e ferramentas com materiais coletados durante as fases. O sigilo ganhou novas camadas: o jogo distingue entre visibilidade, som e odor como variáveis independentes — um goblin fedorento pode ser detectado mesmo completamente imóvel na sombra.
A narrativa continua explorando a relação de Styx com o âmbar e sua identidade fragmentada entre clone e original, desta vez em um contexto de guerra entre facções que ele pretende explorar financeiramente — porque Styx nunca foi herói, e a franquia sempre foi honesta sobre isso.

Uma franquia que resiste à saturação do gênero
Em um mercado onde grandes nomes como Dishonored e Thief ficaram sem sequências por anos, Styx seguiu em frente com orçamentos menores e uma identidade clara. O humor ácido do protagonista, a abordagem vertical dos cenários e a ênfase em eliminar inimigos de formas criativas sem nunca transformá-lo em um super-herói construíram uma base fiel de jogadores que aguardava Blades of Greed há quase uma década.
A oferta gratuita da Epic foi o melhor convite possível para quem ainda não tinha dado uma chance ao goblin mais irritante e cativante dos games.
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