O Ghostface voltou — e os números não deixam dúvida. Pânico 7 atingiu a marca de R$ 15 milhões em bilheteria no Brasil em pouco mais de uma semana em cartaz, tornando-se o sétimo maior filme do ano no país. O resultado consolida a maior abertura de toda a história da franquia no território nacional e confirma que o retorno de Neve Campbell ao papel de Sidney Prescott foi o movimento certo.
A estreia no fim de semana de 26 de fevereiro a 1º de março já havia sinalizado a força do longa: 524,8 mil espectadores somente naquele período, respondendo por 55,6% de todos os ingressos vendidos no Brasil naquela semana — uma concentração raramente vista no mercado recente.
Recordes empilhados desde a estreia
No cenário global, Pânico 7 abriu com US$ 97,2 milhões no primeiro fim de semana, sendo US$ 64,1 milhões apenas nos Estados Unidos e US$ 33,1 milhões em mercados internacionais. O número representa a maior estreia da franquia em toda a sua história, 35% acima do desempenho de Pânico 6 nos mesmos mercados em 2023.
Com esse resultado, os sete filmes da saga ultrapassaram com folga a marca de um bilhão de dólares em bilheteria global acumulada. A Paramount, que apostou em uma estratégia de sigilo máximo durante a campanha de divulgação — segurando críticas e reações até o último momento — colheu os frutos de uma decisão que claramente funcionou.
O formato IMAX foi um dos pilares do resultado. Apenas nas salas premium, o longa arrecadou US$ 7,1 milhões globalmente no fim de semana de estreia, com 40% de toda a bilheteria norte-americana vindo de sessões em formatos especiais.
Um público que ignorou a crítica
A recepção dos especialistas foi a pior da franquia em décadas: 33% de aprovação no Rotten Tomatoes no momento da estreia. Ainda assim, o público respondeu de forma completamente diferente, com 78% de aprovação na mesma plataforma e nota B no CinemaScore americano — considerada alta para o gênero de terror.
A explicação está no elenco. O retorno de Neve Campbell como Sidney Prescott, ausente desde Pânico 5 em 2022, foi o elemento mais aguardado pelos fãs históricos da franquia. Courteney Cox voltou como Gale Weathers, David Arquette como Dewey Riley e Matthew Lillard como Stu Macher — um reencontro do núcleo original dos anos 90 que a nostalgia transformou em ingresso garantido para uma geração inteira.

A franquia em crescimento constante
Os números brasileiros contam uma história clara de expansão. Pânico 5, em 2022, abriu com 232,2 mil espectadores no país. Pânico 6, em 2023, avançou para 389,5 mil. Agora, Pânico 7 estabelece novo patamar com 524,8 mil na primeira semana — um crescimento de 19% em relação ao capítulo anterior.
A direção desta vez ficou com Kevin Williamson, roteirista do filme original de 1996 e de várias sequências, que assumiu o papel de diretor pela primeira vez na franquia. A trama acompanha Sidney Prescott na cidade pacata onde vive com a filha Tatum, interpretada por Isabel May, quando um novo Ghostface transforma as duas no próximo alvo.
Com R$ 15 milhões acumulados e ainda em cartaz, Pânico 7 tem fôlego para subir ainda mais no ranking anual brasileiro. A franquia chegou aos 30 anos de existência mais forte do que nunca.
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