Poucos filmes de 2025 tiveram uma trajetória tão contrastante quanto Tron: Ares. Lançado em outubro nos cinemas de todo o mundo, o terceiro capítulo da franquia da Disney entrou para a lista dos maiores fracassos comerciais do ano. Meses depois, chegou ao Disney+ e se tornou o filme mais assistido da plataforma em 56 países. A história do neon continua — mesmo que contra todas as expectativas.
Um fracasso histórico nas salas de cinema
Os números falam por si. O orçamento do filme foi de US$ 220 milhões — sem contar os custos de marketing, estimados em mais de US$ 100 milhões adicionais. Tron: Ares arrecadou apenas US$ 142,2 milhões mundialmente, contra um custo total estimado em US$ 347,5 milhões, resultando em um prejuízo superior a US$ 132 milhões para a Disney.
O terceiro capítulo da franquia arrecadou apenas US$ 33,2 milhões em seu primeiro fim de semana nos Estados Unidos — número bem abaixo das previsões mais modestas, que estimavam pelo menos US$ 40 milhões. O desempenho internacional também decepcionou. O resultado consolidou Tron: Ares como um dos maiores buracos financeiros da Disney em anos recentes, ao lado do controverso live-action de Branca de Neve.
Por que o filme não funcionou nas telas grandes
A análise do fracasso aponta para problemas estruturais, não apenas para o elenco. Segundo insiders ouvidos pelo The Hollywood Reporter, o fracasso comercial era praticamente inevitável: “ninguém pediu por esse reboot”. A franquia não conseguiu engajar as novas gerações e limitou seu apelo ao nicho de fãs do filme original.
Visualmente deslumbrante, mas narrativamente inconsistente, o novo Tron reforça que a nostalgia sozinha não sustenta franquias. As críticas foram mistas — apenas 53% de aprovação no Rotten Tomatoes — e a percepção de que o roteiro não acompanhou a ambição visual foi dominante entre os espectadores que foram aos cinemas.
A reviravolta no streaming
Então chegou 7 de janeiro de 2026. Tron: Ares foi lançado no Disney+ junto com a versão IMAX Enhanced, e o FlixPatrol reportou que o filme ficou em primeiro ou segundo lugar em quase todos os países onde o Disney+ está disponível em até dois dias após sua estreia na plataforma.
Tron: Ares ultrapassou os dois primeiros filmes da franquia Avatar, Zootopia e Vingadores: Ultimato no ranking de produções mais vistas do streaming. O desempenho revelou algo que Hollywood ainda tenta equacionar: existe uma audiência enorme para certos filmes — ela simplesmente prefere o sofá ao cinema. O espetáculo visual de Tron: Ares, que nas salas podia parecer frio e distante, ganhou uma nova vida nas telas domésticas.

O futuro da franquia
A questão agora é o que a Disney fará com esses dados. O sucesso no streaming dificilmente apaga o prejuízo milionário nas bilheterias, e a franquia Tron carrega um histórico de desempenhos irregulares desde o original de 1982. Entre o primeiro filme e sua sequência, Tron: O Legado, passaram 28 anos. Entre o Legado e Ares, outros 15.
Tron: Ares é estrelado por Jared Leto, Greta Lee, Evan Peters, Jodie Turner-Smith e Gillian Anderson, com Jeff Bridges reprisando seu papel como Kevin Flynn dos dois primeiros filmes. O elenco era promissor, a trama tinha potencial. Mas o mercado não perdoa apostas mal calibradas — independente do quanto neon você coloque na tela.
Se o streaming pode salvar a franquia ou se Ares foi mesmo o seu capítulo final, só o tempo dirá. Por enquanto, é o número 1 em 56 países. E isso, de alguma forma, ainda conta.
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