Poucos lançamentos de 2026 chegaram com tanto mistério quanto Psycho Killer. O filme da 20th Century Studios optou por um lançamento limitado nos cinemas americanos e, estranhamente, não foi exibido para a imprensa antes da estreia. Quando críticas assim são evitadas, geralmente há um motivo. Agora que as primeiras resenhas chegaram ao Rotten Tomatoes, o motivo ficou claro.
O longa estreou com 0% de aprovação da crítica na plataforma, acompanhado de apenas 35% de aprovação do público em geral. É um resultado difícil de ignorar, especialmente para um projeto que carregava expectativas consideráveis.
Uma lenda urbana que virou filme
A história de Psycho Killer começa muito antes das câmeras. O roteiro, assinado por Andrew Kevin Walker, o mesmo responsável por Se7en (1995), passou anos no limbo da indústria e em determinado momento até vazou publicamente, conquistando uma legião de fãs curiosos e transformando o projeto em uma espécie de lenda urbana do cinema de terror.
A premissa prometia algo diferente dentro do gênero slasher: acompanhar uma onda de crimes sob a perspectiva do próprio serial killer. A abordagem em primeira pessoa do assassino é um recurso narrativo que, quando bem executado, pode gerar filmes memoráveis e perturbadores.
O problema, segundo os críticos, foi exatamente a execução. Gavin Polone, produtor conhecido por Zumbilândia e estreante na direção, não teria conseguido construir tensão nem atribuir profundidade suficiente à história. A descrição do projeto como um “slasher satânico” alimentou expectativas que o resultado final não correspondeu.

O peso de um nome e a pressão da comparação
Projetos assinados por Andrew Kevin Walker carregam um peso específico. Se7en é considerado um dos thrillers mais impactantes dos anos 1990, e qualquer trabalho associado ao seu roteirista chega com expectativas elevadas. Quando o produto final decepciona, a queda é proporcional à expectativa prévia.
O fato de o roteiro ter circulado entre fãs por anos antes da produção oficial criou um fenômeno curioso: havia um público que imaginava o filme antes de ele existir. Essa versão imaginada raramente perde para a versão real, e Psycho Killer parece ter sido vítima exatamente desse contraste.
A ausência de exibições para a imprensa antes da estreia reforça a leitura de que o próprio estúdio sabia do problema. Quando um filme não é mostrado a críticos, geralmente não é por confiança no produto, mas pela tentativa de atrasar o impacto das avaliações negativas sobre a bilheteria de abertura.
Assista ao trailer:
O que esperar do lançamento no Brasil
Por enquanto, Psycho Killer está restrito aos cinemas americanos, sem data confirmada para estreia no Brasil. A expectativa é de que o filme chegue por aqui diretamente pelo Disney+, plataforma que distribui o catálogo da 20th Century Studios internacionalmente.
Para o público brasileiro que aguardava o projeto com interesse, a chegada pelo streaming pode ser uma oportunidade de conferir o longa sem grandes expectativas, o que, ironicamente, é a melhor condição para apreciar qualquer filme. Com zero por cento no Rotten Tomatoes, as surpresas só podem ser positivas.
Você ainda tem curiosidade de assistir mesmo com a nota crítica? Conta nos comentários e compartilhe com quem acompanha o gênero slasher.

















